Conferência MADE IN PORTUGAL- Diretor Geral Gamobar - Paulo Cunha

Gamobar Peugeot foi motor da Economia Digital

Quais os caminhos a seguir no digital para uma empresa ter sucesso na sua área de negócios foi o mote da conferência organizada pela Gamobar-Peugeot, no final da tarde desta quinta-feira, nas suas instalações da Rua Delfim Ferreira, no Porto, e que reuniu mais de 300 convidados, com um leque alargado de empresas a darem a conhecer algumas soluções inovadoras. O evento, com transmissão em direto no canal Youtube da Gamobar-Peugeot, constituiu um êxito assinalável, graças à partilha de experiências no painel de intervenções e ainda na demonstração networking de empresas nacionais especializadas nesta área.

 

Vista Geral MADE IN PORTUGAL   Conferência MADE IN PORTUGAL- Diretor Geral Gamobar - Paulo Cunha2

Conferência MADE IN PORTUGAL- Diretor Geral Gamobar - Paulo Cunha3   Conferência MADE IN PORTUGAL- Ricardo Oliveira World Shopper

“A Gamobar comercializa veículos da marca francesa Peugeot e em 2012, face ao panorama da economia do país, surgiu a ideia de promover o que era fabricado em Portugal, pois quanto mais se vendesse mais estaríamos a contribuir para equilibrar a balança de pagamentos e a gerar riqueza no país. No nosso caso, isso fazia ainda mais sentido quando a fábrica PSA de Mangualde, onde é produzida a Peugeot Partner, exporta mais de 90% dos 50.000 carros produzidos por ano. Começámos, com a Partner, a promover o MADE IN PORTUGAL, convidando empresas exportadoras a serem nossas parceiras e ajudando-as na sua caminhada, com resultados muito positivos. Depois, nesse âmbito, era importante realçar a importância da economia digital na dinâmica dos negócios num mercado cada vez mais global”, explicou, em jeito de introdução da conferência “MADE IN PORTUGAL – Exemplos de sucesso na economia digital”, o director-geral da Gamobar-Peugeot, Paulo Cunha.

“Ao longo de quase dez anos de existência, os 360 projetos empresariais apoiados pelo UPTEC criaram quase 2 mil postos de trabalho, 90% dos quais a graduados e pós-graduados, registando um impacto de mais de 30 milhões no PIB nacional em 2013”, revelou Cláudia Silva, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, na sua intervenção, recordando que hoje aquele organismo é cada vez mais procurado pela riqueza e mais-valia dos graduados que forma em diversas áreas tecnológicas e de inovação.

Como empresa de referência na Comunicação Social, o Grupo Global Media, que edita o Jornal de Notícias (JN), abordou as mudanças ditadas pelo online e David Pontes, subdirector do JN, lembrou:

“O papel tinha uma grande vantagem que o desktop não tinha: era portátil. Pegávamos num jornal e podíamos levá-lo debaixo do braço. A partir do momento em que aparecem o tablet e o smartphone, até essa vantagem desaparece. Todos nós estamos cientes que o caminho vai passar pelo digital e pelos ecrãs. Uma das coisas que estamos a preparar para apresentar em breve é o JN Direto, porque temos a noção que um dos grandes caminhos do digital está no vídeo. É nossa convicção que as várias plataformas (TV, jornais) vão convergir e aquilo que vai valer para a maioria das pessoas são ecrãs e é neles que a informação tem de conviver. Se nós, marca de informação, queremos crescer, temos que fazê-lo… nomeadamente no vídeo. É isso que o JN tem vindo e preparar”, sublinhou David Pontes.

O trajecto da Nelo, fabricante de kayakes que exporta 98% da sua produção, foi abordado por Nuno Ramos, filho do fundador da empresa, num caso de sucesso ímpar. “Nos Jogos Olímpicos de Londres, das 36 medalhas possíveis de conquistar na canoagem, a Nelo arrebatou 25, mais uma no slalom. Não foi um processo fácil chegar até aqui, já que a primeira medalha da Nelo numa grande competição foi conquistada em 1996, quando a empresa nasceu em 1978”.

Pautada pela imaginação, ou não fosse oriundo de uma empresa criativa, Hugo Moreira, da Adclick, contou a sua história, a de um designer que sonhava fazer cartazes, mas para os quais pouca gente olhava…

“Toda a gente à minha volta tem um telemóvel e um computador… Agora, eu consigo meter o cartaz na internet numa página só para mim e difundi-lo para onde eu quiser, algo que as empresas offline não conseguem. Hoje, nós sabemos exactamente quanto custou levar cada pessoa ao site para fazer a compra ou o click. E isto só pode acontecer porque a comunicação é de um para um, o que nunca acontecia no mundo offline. Nós temos um anúncio na TV, sabemos que estão milhões de pessoas a vê-lo, mas não sei se é a dona Ermelinda ou o senhor José. No mundo online, eu sei que aquele indivíduo tem um smartphone X, que tem interesse em Y e que está no Porto ou noutra cidade qualquer. Portanto, eu vou mostrar-lhe a campanha da loja do Porto que tem uma promoção especial e se na primeira visita ao site ele não comprou, então na seguinte vou dizer-lhe que há um novo preço especial para ele, convencendo-o a comprar”.

Para a CB Home, como assinalaram nesta conferência da Gamobar-Peugeot as suas designers de interiores Carla Oliveira e Tânia Pereira, “a internet é muito mais do que uma ferramenta de compra e venda, sendo através dela que a maior parte das pessoas perde algum tempo a fazer pesquisas sobre as empesas, os seus serviços, os produtos e até mesmo os preços”.

Ricardo Oliveira, da World Shopper, reafirmou, na sua intervenção, que “hoje em dia o nosso mundo é digital, não conhecemos outra realidade”, destacando, depois, a necessidade de “dar apoio e visibilidade às pequenas empresas, para que os seus clientes possam tirar partido de soluções que já existem em Portugal para o universo digital”.

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